O que é Briefing?

Não se assuste. Na área do design, publicidade e marketing, o uso de palavras inglesas é muito comum. Ao pé dá letra, a tradução de briefing seria um resumo, mas ele pode significar também um documento em que as informações sobre o projeto de comunicação estão reunidos ou a reunião para a definição das informações que nortearão um projeto. Assim, briefing  é  um conjunto de informações coletadas do demandante a respeito do que ele almeja que seja realizado por parte de uma equipe de comunicação. Ele é um instrumento fundamental dentro do processo de trabalho dessa equipe pois, é através dele que se cria a solução que o demandante procura. Por isso, é importante que seja bem feito, ainda que não existem regras de como ele deve realizado.

Print

Aqui na Criação Gráfica da UFMG, trabalhamos com um pré-briefing que é um documento enviado ao demandante. Nele existe uma série de perguntas para se obter as informações básicas sobre o que se necessita comunicar. Por exemplo, precisa-se divulgar um evento que acontece no fim do ano no Campus Saúde. Nesse documento, o demandante nos informará sobre quem é o público do evento, quando ocorre, qual a verba disponível, algum histórico de eventos anteriores, quais as expectativas e objetivos com a comunicação a ser feita. A partir disso, a equipe que desenvolverá o projeto realiza uma reunião em que essas informações básicas já estão esclarecidas. Isso permite que a reunião de briefing se aprofunde em algum ponto que não ficou claro ou em outras questões mais subjetivas como o conceito a ser traduzido pela criação.

“ Em seu conceito mais simples e direto, briefing significa a passagem de informação de uma pessoa para outra, especialmente do anunciante para o executivo de Atendimento e deste para os demais profissionais envolvidos no processo. É baseado nele e completado com as informações de pesquisa que se esboça o planejamento publicitário. O briefing é uma fase completa de estudos e deve conter as informações a respeito do produto, do mercado, do consumidor, da empresa e os objetivos do cliente”. (Sampaio, 1997: 206)

Então, o briefing nada mais é que um conjunto de pistas para solucionar o que o demandante procura. Um briefing esclarecedor permite uma criação muito mais assertiva, pois, a partir dele, as ideias e soluções criadas estarão em consonância com os anseios de todos os envolvidos.

Veja o modelo de Pré-Briefing Comunicação Integrada – 2016.

SAMPAIO, Rafael. Propaganda de A a Z: como usar a propaganda para construir marcase empresas de sucesso. Rio de Janeiro: Campus, 1997. 

Formatos de arquivos para impressão

Para uma gráfica processar adequadamente um arquivo no processo de impressão, os formatos de arquivos mais utilizados são:

  • TIFF
  • PSD
  • JPEG
  • CDR
  • EPS
  • PDF
  • AI

Entretanto, algum deles são mais adequados pois oferecem mais segurança ao seu trabalho. Não é exatamente o caso de você ser roubado mas sim o fato de se garantir que o que você está vendo em sua tela sairá impresso tal como. Por exemplo, se você envia um arquivo em Corel ou Illustrator sem as fontes convertidas, o impressos pode não ter as mesmas fontes instaladas e seu arquivo será totalmente desconfigurado. E, acredite, ele não vai perceber a diferença porque ele não sabe como está o seu layout e está com muita pressa para fazer todas as impressões que chegaram no e-mail dele.

Atualmente, o formato mais utilizado é o PDF. Porém existem vários tipos de configuração para esse tipo de arquivo.

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Antes de tudo, é importante observar a qualidade do arquivo no formato final da peça. Ou seja, garantir que a resolução das imagens é adequada ao tamanho que se fará a impressão. O aconselhável que os bitmaps (arquivos não vetoriais) tenham mais que 300ppi. Caso você não saiba como conferir essa informação analise se com o zoom em 100% as imagens parecem com letras serrilhadas, imagens desfocadas ou com pontos “estourados”. Isso tudo aparecerá no impresso e comprometerá a qualidade do trabalho impresso e não é culpa da gráfica. Além disso, você não pode esquecer se será necessário sangria e as marca de corte e dobra.

As cores na impressão são outro grande problema. Nas gráficas offset esse controle é feito continuamente através do ajuste de máquinas. Contudo, nas gráficas digitais, o ajuste da máquina é feito raramente e você não tem controle sobre como sairá seu impresso. De qualquer forma, é com garantir que seu arquivo esteja adequado. Assim, lembre-se de converter suas cores que provavelmente estão em RGB para CMYK. Você vai perceber que o CMYK perde um pouco do brilho e do contraste. Isso se dá porque não estamos mais trabalhando com com luz e sim com cor pigmento. Uma maneira relativamente simples de converter essas cores é exportando o pdf na formatação pdf X-1A. Esse formato torna o arquivo mais leve o que facilita seu envio pela internet e converte as cores para CMYK. No entanto, é preciso ter cuidado quando o arquivo possui muito efeitos e transparências sendo necessário converter esses em bitmap antes de exporta pois esse padrão não permite o uso de transparência e camadas.

A Adobe tem lançado novos padrões de conversão dos pdfs. Existe também novos padrões de pré-formatação. Veja o que ela diz sobre cada um:

PDF/A-1b: 2005 (CMYK e RGB) (somente no Acrobat)

Usado para preservação a longo prazo (arquivamento) de documentos eletrônicos. O PDF/A-1b usa o PDF 1.4 e converte todas as cores em CMYK ou RGB, dependendo do padrão escolhido.

PDF/X-1a (2001 e 2003)

O PDF/X-1a requer a incorporação de todas as fontes, a especificação das máscaras e sangrias apropriadas e a exibição das cores no modo CMYK, cores especiais ou ambos. Arquivos compatíveis devem conter informações que descrevam a condição de impressão para a qual foram preparados.

PDF/X-3

Essa predefinição cria um PDF baseado no padrão ISO PDF/X-3:2002. Os arquivos PDF criados nessa configuração podem ser abertos no Acrobat 4.0, no Acrobat Reader 4.0 ou posterior.

PDF/X-4 (2008)

Esses arquivos oferecem suporte para transparências vivas(a transparência não está nivelada) e gerenciamento de cores ICC. Arquivos PDF exportados com esta predefinição estão no formato PDF 1.4 para CS5 e no formato PDF 1.6 para CS5.5 e posterior. Imagens têm a resolução diminuída, são comprimidas, e as fontes são inseridas da mesma maneira que nas configurações PDF/X-1a e PDF/X-3.

A Adobe recomenda PDF/X-4:2008 como o melhor formato de arquivo PDF para trabalhos de editoração de impressão.

Qualidade tipográfica

Cria arquivos PDF para produção de impressão de alta qualidade (por exemplo, impressão digital ou separações para uma fotocompositora ou um fixador de chapas), mas não cria arquivos compatíveis com o PDF/X. Nesse caso, a qualidade do conteúdo é a maior preocupação. O objetivo é preservar todas as informações no arquivo PDF necessárias para que a gráfica ou o prestador de serviços imprima o documento corretamente. Este conjunto de opções usa o PDF 1.4, converte cores em CMYK, reduz a resolução de imagens coloridas ou em tons de cinza a 300 ppi e imagens monocromáticas a 1200 ppi, incorpora subconjuntos de todas as fontes e preserva a transparência (para tipos de arquivo compatíveis com a transparência).

Menor tamanho do arquivo

Cria arquivos PDF para exibição na web, em uma intranet ou para distribuição por e-mail. Esse conjunto de opções usa recursos de compactação, de redução de resolução e uma resolução de imagem relativamente baixa. Ele converte todas as cores para sRGB e incorpora fontes. Também otimiza arquivos para tráfego de bytes. Para melhores resultados, evite utilizar essa predefinição se pretende imprimir o arquivo PDF.

São muitas variáveis e na dúvida, o melhor a se fazer é conferir com o impressos qual a melhor maneira para exportar o seu arquivo. Algumas gráficas offset oferecem um perfil de cor para você exportar seu arquivo já adequado a impressora que realizará o trabalho. Converse com eles!