Poço de probabilidades

Bom, vamos lá então (lá onde, perguntam vocês e eu digo que não interessa). Ponho-me a escrever aqui a convite da dona deste alegre “recanto”, não, “lar”, Caroline Silva, a quem conheço já há alguns anos e com quem trabalho nos últimos, sei lá, 16 meses. Para tal atividade não recebi pauta ou sugestão de tema, daí a minha liberdade de falar sobre nada, até este ponto; pois, senhores, senhoras, apresentar-lhes-ei a verdadeira personalidade por trás do Publisamba e Propagode (ao escrever esses dois neologismos que dão título ao blogue meus dedos hesitam ante o teclado, voltam-se contra mim, crispados, contrariados por terem de digitar verbetes alusivos a certos ritmos musicais baianos).  Creio que no futuro os psicólogos darão mais atenção ao fenômeno blogue, e então surgirá todo tipo de argumento a fim de explicar o que leva uma pessoa em plenas faculdades mentais a sentar frente a um personal computer (pc) e escrever para desconhecidos (a maioria também exemplar dessa estirpe então chamada blogueiros). Mas divago. O que eu queria dizer é que Caroline, o óleo que move esta engrenagem (sempre quis dizer isso), é geralmente o oposto dos tantos emoticons por aqui vistos e, raramente, raramente ostenta o sorriso que se pode ver na foto de seu avatar. Auto-define-se como um “poço de probabilidades”, e o é mesmo; certa vez, numa terrível confusão entre metáforas e realidades comprováveis, joguei no poço (leia se: nela) uma moeda e fiz um desejo. O que ganhei em troca? Quase sou atingido por um microfilme*.  Mas não se enganem; apesar de ter visíveis os nervos à flor da pele clara, ela é muito divertida, divertida como só uma publicitária pode ser. Quando penso em vocês que a lêem, sinto uma peninha; porque vocês não podem, por exemplo, reconhecer quando ela não está, err, legal e amarra o cabelo (em coque, acho que é isso); ou quando está furiosa com algo e sua testa, além do natural franzido, assume certo tom enrubescido, quase um magenta; ou quando cisma com sua mania de limpeza e joga qualquer papel que considere inútil fora. Isso para não falar dos velhos trocadalhos do carilho**, nossa ação paliativa do dia-a-dia. Então é isso que eu queria dizer para vocês: Caroline é uma pessoa ótima, boazinha (trouxe quibe pra mim outro dia), inteligente, desconfiada e de modos bastante rústicos, conservadores, etc. Fisicamente não aparenta o tamanho que tem, se é que vocês me entendem. Então, folks, ao ler os posts da biografada, riam, riam muito, mas sem jamais correr o risco de irritá-la. Se o fizerem, espero que vistam armaduras medievais.  

 *Trabalhei com Caroline há uns três anos numa empresa chamada Recall, que arquiva papéis mui importantes, documentos obsoletos, essas coisas, no setor de microfilmagem (que armazena fotocópias reduzidas de docs). Certa feita, Caroline, nervosa usou um microfilme como arma contra uma colega de trabalho; eu, que estava na frente, quase sou atingido em cheio, sendo livrado somente pela divina providência. 

*Trocadilhos do caralho, para melhor entender-se.

 

 Edson Junior é estudante de comunicação e assina o blog Sententia.

6 Respostas para “Poço de probabilidades”

  1. a convite : Sententia Disse:

    [...] convite da amiga Caroline, escrevi um post no tão original Publisamba e [...]

  2. Edson Junior Lain Disse:

    Com “óleo que move esta engrenagem ” não quis dizer que você tem pele oleosa ou algo assim; você não tem.

    :-)

  3. kkkarol Disse:

    Resumindo: Eu sou muito legal. :o)

  4. kkkarol Disse:

    Sobre o incidente do microfilme, eu não bati na moça não. Só joguei para o alto e acabou acertando (sem querer) o pé dela. Nada demais. :D

  5. Edson Junior Lain Disse:

    Jogou para o alto? Tipo “de grila”? Hhahaha.

  6. Jean Piter Inzaghi Disse:

    Pelos links do blog do Ed já estive aqui antes. Gostei do nome do blog e pelo visto a Carol é mais do que criativa, tem opinião, conteúdo, admiradores, etç… (algo incomum se comparado aos aspirantes da publicidade que estudam comigo)

    A literatura do Ed é singular, admiro.

    Por fim, é legal ver que por trás de textos um tanto loucos exitem pessoas boas!

    Um abraço

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